“Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, de nuevo se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir uma sociedad mejor”.
Salvador Allende, em seu último discurso, durante o bombardeio do Palácio de La Moneda, em 11 de setembro de 1973

Muito se tem escrito e discutido sobre o processo bolivariano que experimentam determinados países latino-americanos e caribenhos nos últimos anos, na tentativa de compreender sua estratégia geopolítica e mobilização das massas, juntamente com suas principais lideranças: Fidel Castro, em Cuba e Hugo Chávez, na Venezuela, e suas adesões como ocorre na Bolívia, na Nicarágua e no Equador, por exemplo.
Nessa pesquisa, busco construir um estudo resgatando a experiência histórica do processo de colonização sofrido pela América Latina, confrontado com a colonização da América do Norte, para obter uma análise sobre a cultura de dominação e exploração em terras latinas e, assim, entender as raízes da diferença entre as duas Américas.
Sendo assim, busco abordar, ao longo da análise, algumas questões que devem ser observadas para um acompanhamento crítico, a partir de uma perspectiva de classes, dos rumos ideológicos desse processo.
Nessa pesquisa, busco construir um estudo resgatando a experiência histórica do processo de colonização sofrido pela América Latina, confrontado com a colonização da América do Norte, para obter uma análise sobre a cultura de dominação e exploração em terras latinas e, assim, entender as raízes da diferença entre as duas Américas.
Sendo assim, busco abordar, ao longo da análise, algumas questões que devem ser observadas para um acompanhamento crítico, a partir de uma perspectiva de classes, dos rumos ideológicos desse processo.
Para que possamos entender a atual conjuntura latino-americana, precisamos fazer um resgate histórico de seu processo colonizador, de seu crescimento econômico e, sobretudo, da população nativa que aqui estava e permaneceu. Sem um resgate histórico, pouco pode ser entendido da conjuntura latino-americana política, econômica e cultural, e, menos ainda, de suas perspectivas de rumo. Se partíssemos apenas da realidade que a contemporaneidade abarca, teríamos um retrato superficial dos dilemas vividos neste Continente.
A pesquisa tem o objetivo de analisar a contribuição da Alternativa Bolivariana para a América Latina e Caribe - ALBA – no processo de integração latino-americana, com sua estrutura política, econômica, cultural e seus limites, procurando destacar o panorama atual de tal conjuntura, em face às transformações que vêm sendo ocasionadas, principalmente, pela aliança em formação de alguns países da América Latina e Caribe, que salientam e fortalecem uma proposta diferente, de desenvolvimento independente e de complementaridade para aspirar o desenvolvimento em meio à crescente formação de blocos regionais, preservando sua independência, soberania e identidade.
Para dar consecução aos meus objetivos, estruturei a pesquisa através de quatro capítulos. No capítulo um, fiz uma abordagem da América Latina e seus dilemas, com a finalidade apresentar uma contextualização histórica deste continente. Nele apresento as especificidades da exploração nas colônias, o projeto intitulado de Aliança para o Progresso, como uma peça chave para entendermos algumas das propostas lançadas pela América do Norte aos países latinos, atualmente. Ainda neste primeiro capítulo, vemos o “Bolivarianismo” como ideologia e forma de luta de alguns países latino-americanos, como Venezuela, Bolívia e Equador, por exemplo, que se baseiam em Simon Bolívar, conhecido como o “Libertador da América”, e mártir para alguns dos povos latino-americanos.
Bolívar é comumente citado nos discursos governamentais de algumas nações, sobretudo na Venezuela, em discursos proferidos pelo atual Presidente Hugo Chávez Frias, que, alías, após sua posse na Presidência da República, alterou o nome da Venezuela para Republica Bolivariana da Venezuela, e anuncia a todo o mundo, uma “Revolução Bolivariana”. Ora, para entendermos a dita “Revolução Bolivariana”, primeiro temos que entender quem foi Bolívar e o que necessariamente ele significa para a população que o tem como mártir e prega uma revolução a seu modo.
No capítulo dois, faço uma análise acerca da Alternativa Bolivariana para as Américas e Caribe – ALBA – onde procuro destacar qual a contribuição atribuída à geopolítica da mesma no processo de integração latino-americana, suas possibilidades reais e eventuais limites.
Para tanto, estudo o motivo pelo qual se consolidou a ALBA, que é a proposta lançada inicialmente pelo governo dos Estados Unidos da América, intitulada de ALCA, que visa uma Área de Livre Comércio das Américas. Neste ínterim, analiso a contribuição do Mercosul nesta conjuntura, e suas perpectivas para a integração, enquanto uma proposta de sustentabilidade de alguns países.
No capítulo três, traço um perfil dos governantes dos países que compõem a ALBA – Cuba, Venezuela, Nicarágua e Equador. Aqui, analisamos os governos de Fidel Castro, Hugo Chávez Frias, Daniel Ortega e Rafael Correa, respectivamente. Assim, temos uma visão mais abrangente de como se inicia ou se torna contínua uma mudança de rumo de cada país, seja com uma vertente revolucionária como em Cuba, ou com um balanço entre capitalismo e estatização, como é na Venezuela.
Para tanto, estudo o motivo pelo qual se consolidou a ALBA, que é a proposta lançada inicialmente pelo governo dos Estados Unidos da América, intitulada de ALCA, que visa uma Área de Livre Comércio das Américas. Neste ínterim, analiso a contribuição do Mercosul nesta conjuntura, e suas perpectivas para a integração, enquanto uma proposta de sustentabilidade de alguns países.
No capítulo três, traço um perfil dos governantes dos países que compõem a ALBA – Cuba, Venezuela, Nicarágua e Equador. Aqui, analisamos os governos de Fidel Castro, Hugo Chávez Frias, Daniel Ortega e Rafael Correa, respectivamente. Assim, temos uma visão mais abrangente de como se inicia ou se torna contínua uma mudança de rumo de cada país, seja com uma vertente revolucionária como em Cuba, ou com um balanço entre capitalismo e estatização, como é na Venezuela.
Para entendermos o que acontece hoje nos países latino-americanos, como levantes, manifestações e até mesmo guerrilhas em alguns locais, faz-se necessário uma abordagem acerca dos movimentos sociais que compõem o quadro estrutural latino-americano. E é justamente tal abordagem que faço no capítulo quatro, onde analiso o protagonismo de movimentos sociais como forma de resistência e luta e na busca pela integração regional das terras americanas.
Serão os movimentos sociais um despertar dos povos para um outro mundo possível? Este é o lema do Fórum Social Mundial, o maior encontro mundial de movimentos sociais, partidos políticos e ativistas do mundo todo, que se reúnem, uma vez por ano, em locais diferentes e alternados, para debaterem e buscarem alternativas à dominação imperialista que abarca o mundo. Analiso aqui sua formação e seus objetivos.
Serão os movimentos sociais um despertar dos povos para um outro mundo possível? Este é o lema do Fórum Social Mundial, o maior encontro mundial de movimentos sociais, partidos políticos e ativistas do mundo todo, que se reúnem, uma vez por ano, em locais diferentes e alternados, para debaterem e buscarem alternativas à dominação imperialista que abarca o mundo. Analiso aqui sua formação e seus objetivos.
Seqüencialmente, temos as considerações finais, onde, após análise acerca da contribuição da ALBA para uma efetiva integração latino-americana, expus suas contradições e benefícios em um mundo onde as transformações são permanentes, ainda que sejam um retorno de situações passadas, em uma nova roupagem. Analiso, também, seus obstáculos políticos e econômicos, dentro do campo onde atua prioritariamente.
Para que pudésse atingir tal objetivo, estudei os conceitos de imperialismo, integração, soberania, libertação nacional e propostas antiimperialistas, e outros relacionados ao tema escolhido, tendo como suporte textos de autores clássicos como Karl Marx, Ernesto Guevara, Florestan Fernandes, Caio Prado Júnior e autores ou políticos contemporâneos como Marta Harnecker, Ignácio Ramonet, Hugo Chávez, Altamiro Borges, Gilberto Maringoni, Sartre, Richard Gott, entre outros.
Que tal pesquisa tenha relevância aos que buscam entender a conjuntura latino-americana, e principalmente, a ALBA e seus processos de integração.
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